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Dilma recupera apoyo en la Cámara pero no en el Senado PDF Imprimir E-Mail

Abr-08-14 - por Murillo de Aragão

(En Portugués) Levantamento da Arko Advice mostra que o apoio aos projetos de lei de interesse do governo na Câmara aumentou de forma significativa em março. O índice de adesão no mês foi de 50,36%, percentual bem superior ao verificado em fevereiro. O resultado é o melhor desde fevereiro de 2012, quando o apoio chegou a 56,44%.
 
Na Câmara, foram analisadas quatro votações nominais e abertas. Foram duas propostas de emenda à Constituição e duas votações relacionadas à criação de comissão externa para analisar a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras, nos EUA.
 
É interessante observar que a média de apoio do PMDB em fevereiro foi de apenas 12,88%. No mês passado, foi de 54,48%.
 
A melhora pode ser explicada por dois fatores. Em primeiro lugar, não interessa para a base, em especial para o PMDB, manter por muito tempo um clima de confronto com o governo. Como é possível verificar na série histórica (Gráfico 1), as quedas no percentual de apoio ao governo acontecem pontualmente. Trata-se de recados que a base aliada envia ao Executivo de que não está satisfeita.
 
Em segundo lugar, o governo, de forma discreta, agiu para atender algumas demandas da base. A prova disso é que o blocão (união de partidos da base que se uniram para votar contra o governo) se desfez após poucas semanas de atuação em conjunto.
 
No Senado, o índice de apoio foi de 29,63%. Não aconteceram votações nominais e abertas com manifestação explícita do governo contra ou a favor em dezembro do ano passado e nem em fevereiro deste ano.
 
Em março, foi realizada apenas uma votação nominal e aberta em que houve manifestação clara do governo contra. Foi uma proposta de emenda à Constituição, de autoria do DEM, que dificultava a criação de órgãos e entidades na administração pública. O texto determinava que isso somente poderia ser feito por meio de Lei Complementar.
 
É importante ressaltar que o governo não perdeu nenhuma das votações ocorridas na Câmara nem no Senado.
 
O problema de relacionamento entre Executivo e Legislativo ainda não foi resolvido. E está longe de ser. Mas parece haver uma espécie de trégua por parte dos aliados. Difícil saber o tempo de sua duração.
 
 
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