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"Los orígenes del Museo Histórico Nacional", de Carolina Carmans

Apelando a dos enfoques, el de los procesos y el de la biografía, lleva adelante Carolina Carman este interesante libro sobre los orígenes del Museo Histórico Nacional.

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Brasil: Lecciones no aprendidas PDF Imprimir E-Mail

Feb-02-11 - por Murillo de Aragão

Quase mil mortos na Região Serrana do Rio de Janeiro. Terá sido um sacrifício em vão? Provavelmente, sim. O Brasil não aprende logo com as lições que recebe. Temos de repetir de ano para poder chegar (algumas vezes) a um nível de compreensão dos problemas e a uma reação objetiva.

A repressão ao tráfico de drogas com a implantação das UPPs é um exemplo. Tivemos que atravessar décadas de complacência e de dor para que o governo e a sociedade articulassem uma reação minimamente coerente para enfrentar a questão.

Outro exemplo clássico da bovina tolerância e da omissão de nosso povo é o fenômeno das favelas no Rio de Janeiro e em muitas outras cidades do Brasil. Crescendo em torno de um tripé que envolve omissão, corrupção e tolerância, as favelas viraram solução para a falta de lei e de ordem.

Fui a Teresópolis há alguns anos, cidade em que passei importante parte da minha infância e que é um dos lugares mais lindos do mundo. Ao voltar lá, deparei-me com uma cidade desorganizada e decadente, cheia de barracos e de construções irregulares nas encostas outrora verdes. Deixaram Teresópolis apodrecer. Vi o mesmo quando fui a Itaipava: ocupações irregulares no caminho até Petrópolis.

Era menino nos anos 60 quando vi corpos amontoados em uma banca de jornal, no início da Rua Santa Clara, ao pé do morro, em Copacabana. Das escadarias desciam lama e detritos. Crateras imensas no asfalto das ruas. Na chuva de janeiro de 1966, deslizamentos de terra causaram mais de 140 mortes. No ano seguinte, novas chuvas. Mais mortos.

As lições dos anos 60 não foram aprendidas. Periodicamente tem sido assim. Uma chuva mais forte já traz imensos problemas às metrópoles brasileiras. Mesmo em Brasília, cidade nova e planejada, as tempestades geram transtornos todos os anos. Eu mesmo já fiquei mais de uma hora preso em um carro em meio à inundação causada por bueiros entupidos.

As chuvas de janeiro de 2010 provocaram, no Estado do Rio, mais de 50 mortos. Já em abril passado, também no Rio de Janeiro, deixaram mais de 70 vítimas, entre mortos e desaparecidos.  É ridículo constatar que centenas de pessoas morrem todos os anos no Brasil por conta de chuvas! 

Governo e sociedade foram omissos com relação à ocupação do solo em nossas cidades. O preço é pago em vidas. Com a ocupação desordenada das encostas, apenas a Divina Providência salva o povo fluminense de tragédias maiores. Dizem que mais de 15 mil casas estão em locais inadequados ou de risco no estado!

Infelizmente, a intensidade das chuvas este ano penalizou o povo da Região Serrana de forma intensa. O desastre foi completo. Não apenas em suas dimensões dramáticas, mas na demora de reação e na incalculável proporção de nossa incompetência.

Até agora, apesar de algumas declarações e das boas intenções anunciadas, nada indica que a realidade vá mudar de verdade. As ações têm sido tópicas e meramente curativas. O MP, tão atuante em temas que atraem holofotes, nunca atuou decisivamente contra o descalabro que ocorre nessas cidades e no Rio de Janeiro.
 
Daqui a alguns meses, a tragédia será esquecida pela grande mídia. A ocupação irregular nas encostas prosseguirá. Barracos continuarão a ser construídos. Novas tragédias ocorrerão. E até que a lição seja aprendida, mais algumas décadas se passarão.
Tudo isso é conseqüência da decisão errada dos governos em enfrentar os problemas estruturais que assolam as mais diversas regiões ao país. Ao invés de responder aos desafios que se apresentam, opta-se por medidas superficiais e de curto prazo, adiando as soluções e abrindo espaços para novas tragédias no futuro. 

 

 
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