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Brasil: Olhando o futuro (1) PDF Imprimir E-Mail

Dic-08-10 - por Murillo de Aragão

O final do ano, como se sabe, é propício a especulações sobre o futuro. O papel do analista não é, porém, fazer vidência nem apontar fatos certos. É, sobretudo, indicar tendências que, quase sempre, já estão disponíveis e ao alcance dos mais esclarecidos. Vamos abordar, em dois artigos em sequência, as principais características e desafios de 2011 e, ainda, suas tendências.

O fato mais relevante é o início de um novo ciclo político em que Lula deixa de ser o executor e passa a ser seu maior inspirador. Muito mais do que a estrutura política que o levou ao Planalto, o grande fator de união e de propulsão de sua gestão foi o próprio Lula. Sem ele, o governo perde em qualidade e poder de articulação e deve buscar um novo modo de atuar.

A segunda característica é que Lula deixa o poder, mas o “lulismo”, não. Paradoxalmente, a saída de Lula da condição de executor das políticas pode fortalecer ainda mais o “lulismo”, que é um conjunto de ideias e forças políticas que não respeita os tradicionais limites ideológicos ou partidários. Na ausência de partidos fortes e de ideologias marcantes e galvanizadoras, o “lulismo” se apresenta como o padrão a ser seguido. Com Lula fora do governo, sua liberdade de articular e fortalecer o “lulismo” aumenta. Especialmente porque os prognósticos econômicos para os próximos anos são muito bons.

A terceira característica do novo período é o fato único de que o Brasil começa a nova Presidência com uma sólida situação financeira e o compromisso de protegê-la. Quando Lula iniciou o seu primeiro mandato, a situação era outra. Já em 2006, apesar da existência de um cenário econômico mais confortável, estávamos longe da tranquilidade de se ter quase US$ 300 bilhões em reservas.

A quarta característica marcante é que o novo governo começa com a experiência acumulada de prudência e respeito em relação aos fundamentos da economia (câmbio flutuante, regime de metas de inflação e autonomia do Banco Central) e de adoção de políticas anticíclicas que aqueçam a economia em momentos de turbulência internacional. A combinação desses dois itens assegurou a manutenção de Guido Mantega e a indicação de Alexandre Tombini para a presidência do BC.

A quinta característica revela-se na existência de plenas condições de se estabelecer um ciclo de crescimento interno a partir da gestão cautelosa dos fundamentos da economia e da manutenção de ganhos de renda, de crédito e de controle da inflação.

A sexta característica é um desafio e uma oportunidade: está no conjunto de compromissos que o governo terá de assumir para enfrentar questões relevantes ligadas à exploração do pré-sal e à realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no país.

A sétima característica refere-se ao fato inusitado de que no Brasil nunca um governo, desde a era Sarney, começou uma gestão presidencial com tamanho apoio no Congresso Nacional. O que, no mínimo, pode dar tranquilidade no primeiro ano de mandato. Na Câmara, a base nominal de Dilma Roussff soma 370 votos; no Senado, são 60. Essa maioria será necessária não apenas para aprovar projetos importantes para o país, mas para evitar temas indesejados. Um dos maiores desafios da futura gestão é gerenciar a pressão por aumento de gasto público. Um conjunto projetos que estão no Congresso criam despesas de mais de R$ 70 bilhões.

Assim, a nova Presidência se inicia impulsionada por questões circunstanciais e estruturais muito positivas. E o governo Dilma terá a oportunidade e o desafio de fundar as bases de um novo período promissor, a se iniciar em 1o de janeiro de 2011.

 
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